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Nabhi Kriya

O livro INFINITO NO FINITO está dividido em três partes, cada uma delas de um autor diferente. 
A primeira parte, que dá o título do livro, é um relato de Rajarshi Raghabananda sobre sua experiência com o mestre realizado Paramahansa Hariharananda e sua vivência em Samadhi. Rajarshi é o único discípulo de Baba Hariharananda que atingiu o estado mais elevado de samadhi por Kriya Yoga, e sua experiência é uma referência única para quem realiza essa prática.
A segunda parte do livro é de autoria do próprio Paramahansa Hariharananda. São instruções para o Samadhi, com destaque a uma detalhada explicação sobre o Nabhi Kriya. 
A terceira parte do livro é um minucioso glossário escrito por Sarveshwarananda Giri, aluno de Hariharananda. São 27 páginas de termos traduzidos e explicados.





IMPORTANTE: 
Se você ler INFINITO NO FINITO e atentar para o estudo de Nabhi Kriya, vai encontrar a localização do Vishnu Granthi: Formado pelo Anahata Chakra (Centro do Coração) , lótus de doze pétalas, e a metade superior do Manipura Chakra (ou Nabhi Chakra, Centro da Digestão), soma dezessete pétalas. 
O Vishnu Granthi começa no centro do umbigo e vai até a região ABAIXO da pituitária
Mas não é assim que está escrito em outro livro, a página 110 da edição em português do livro KRIYA YOGA, do próprio Paramahansa Hariharananda, pela Editora Lótus do Saber. Mas é um erro de tradução. Na edição em inglês do mesmo livro, texto original do próprio Baba, confirma-se a informação de INFINITO NO FINITO. Que afinal, também foi escrito pelo Baba.


Com Amor,
Céu D'Ellia



Transcendência e vitória









Transcendental é aquilo que está além do mundo material, matemático e cheio de medidas (Maya = medir).
Mas atenção: Isto quer dizer, livre da dualidade. Transcendental não é o polo oposto da materialidade e nem um grau em uma escala de valores. É a DISSOLUÇÃO (Laya) da dualidade e das referências. E no entanto, em Consciência e Existência.


Em um Satsang recente conversamos sobre a batalha do Mahabharata e como no final, tanto a família virtuosa como a viciosa, ambas estavam derrotadas. 
Surpresa! 
Tanto os Kaurava como os Pandava, ainda que estes últimos tivessem nominalmente vencido a batalha, não puderam evitar o sofimento, a mutilação e mesmo a morte dos entes queridos. Sim, todos estavam derrotados. Então, qual o sentido de lutar com virtude, se no final também seremos derrotados? 


Não é possível vitória no mundo material. Pois ninguém escapa da morte, da degeneração do corpo e do sofrimento, por mais riqueza ou poder material que adquira. Foi esse entendimento precoce, por exemplo, que levou o jovem Siddhartha Gautama a abandonar sua luxuosa vida no palácio e buscar o intelecto Transcendente. 
Tal entedimento é o que chamamos de Real Vitória. É acompanhado da Libertação (da ignorância vivida em dualidade), da Imortalidade (que é o atributo de superar a restrição da percepção material) e da Alegria Suprema (pois não se identifica e apega mais ao sofrimento). 


Assim, a vitória no campo de batalha é de outra ordem. É a Vitória Espiritual (Jaya). E a experiência da luta é a oportunidade de alcançar esse entendimento. É a oportunidade da Vida. 


Então, saber que não existe vitória no mundo material, não significa abandonar o esforço na luta de viver. Ao contrário. É ter a clareza de qual o real foco de nossa existência. Qual a verdadeira oportunidade que nos é oferecida. Encontrar a ação pura e amorosa.


Viver com virtude não é uma questão de moralidade. É viver na plenitude do anseio da clareza, do entendimento, da luz do Amor. Pois muitas questões supostamente morais, mascaram apenas desejos velados de poder, dominação, apêgo, egoísmo e mesquinhez. E porisso a ação realmente pura e isenta de vício não pode ser alcançada seguindo apenas um manual qualquer, uma lista de certos e errados. A ação Amorosa e Libertadora nasce apenas quando ancorada na fonte suprema do Espírito. E é disso que trata a Alta Yoga. A União integrada entre o corpo, agente no mundo material, e o Espírito, fonte suprema da existência.


- Um santo é um pecador que não desistiu, nos lembra Yogananda. 
- O mundo não é um sonho vazio, pois tudo que vivemos é resultado do que nós mesmos criamos e provocamos, acerta Hariharananda. Nós somos os criadores do mundo, em ação e pensamento. E nisto reside a oportunidade da Libertação.


A Alta Yoga, como o verdadeiro Kriya Yoga, é uma forma de lapidarmos a clareza de nossa ação tendo o Espírito como fonte imediata. Conscientemente. Não exite ação que não provenha do Espírito, pois é a Fonte mesmo da Vida. Mas nem toda a ação é consciente. Diz Hariharananda que existem 50 formas diferentes de respirar, mas apenas uma é consciente. Todas as outras estão envolvidas no mundo da dualidade, das medidas e da ilusão. 


O Caminho da Vida iluminada dentro do turbilhão de impulsos é o encontro libertador com nosso Eu Supremo. Eu sou o Caminho, a Verdade, a Vida, afirma Jesus.


Kriya Yoga é o estudo de Si. Fazer pelo menos uma vez na vida, é bom. Mas praticar de vez em quando, é melhor. Praticar regularmente, é ainda melhor. Mas para alcançar de fato o benefício e entendimento de qual dádiva de consciência é a Kriya Yoga, é preciso praticar diariamente. 
Pois o DIA é a marca do pulso celeste neste plano em que vivemos. Todo o metabolismo vital de todos os seres é ritmado desde o Cosmos e até a ponta de nossas unhas,  pela alternância do Dia e da Noite. Nossa realidade se constrói dia após dia. Assim, a prática diária de Kriya Yoga constrói gradativamente a Consciência do Real, afirmando dentro da dualidade a Consciência Transcedental.


Com Amor,
Céu D'Ellia